sábado, 14 de abril de 2012

Cantigas de Roda - As letras


1 2 3 Indiozinhos, A árvore da montanha, A aula de piano, A barata diz que tem, A barraquinha, A boneca, A cachorrinha, A canoa virou, A carrocinha, A casa, A cidade ideal, A cobra, A cor morena, A corujinha, A dona aranha, A foca, A formiga, A galinha, A galinha do vizinho, A gatinha parda, A linda rosa, A machadinha, A mão direita, A margarida, A moda da garranchinha, A porta, A pulga, A rosa amarela, A velha a fiar, Ai, eu entrei na roda, Anda à roda, Araruna, As abelhas, As caveiras, Atirei o pau no gato, Baile dos passarinhos, Balaio, Bela pastora, Bicharada, Boi Barroso, Boi da cara preta, Bom barquinho, Bom dia, meus sinhorinhos, Boneca de lata, Borboletinha

Cachorrinho, Cadê, Cai, cai balão, Capelinha de melão, Caranguejo, Carneirinho, carneirão, Casa de farinha - Dançar ciranda, Castanha ligeira, Chora, Mané, não chora, Ciranda cirandinha, Coelhinho da Páscoa, Constância, De abóbora faz melão, De onde vem aquela menina, Debaixo do laranjal, Dona Chica, Entrei na roda, Escravos de Jó, Esta menina que esta na roda, Estou presa, meu bem, Eu era assim, Eu fui cessar, Eu fui no Tororó, Eu sou pobre, pobre, Eu vi uma barata, Eu vi uma barata - versão 2, Festa dos insetos, Formiguinha da roça, Fui à Espanha, Garibaldi, João da Rocha foi à pesca, La condessa, Lá na ponte da Aliança, Lagarta pintada, Marcha soldado, Mestre André, Mestre Domingues, Meu azulão, Meu limão, meu limoeiro, Meu papagaio, Meu passarinho

Nesta rua, O baú, O ba-be-bi-bo-bu, O cacau, O cravo brigou com a rosa, O gato, O girassol, O Jumento, O leão, O meu galinho, O pato, O peru, O pingüim, O pintinho, O relógio, O tiriri, Oh! Que belas laranjas!, Oh! Sindô le-lê, Olhe a rolinha, Onde está a Margarida, Pai Francisco, Para ser feliz, Parabéns pra Você, Passa, passa, gavião, Passarinho da lagoa, Peixe vivo, Penedo vem, Periquito maracanã, Pezinho, Pirulito, Roda pião, Rock do ratinho, Samba Lelê, Sapo cururu, Se eu fosse um peixinho, Senhora dona Arcanjila, Senhora Dona Sancha, Senhora dona viúva, Sereno da meia-noite, Seu lobo, Seu tenente, Siu, siu, siu..., Tengo, tengo, tengo, Terezinha de Jesus, Tororó, Um dia de cão, Vamos maninha, Venho de Recife, Vestidinho branco, Você gosta de mim.

terça-feira, 22 de março de 2011

Atirei o pau no gato

Atirei o pau no gato (cantiga infantil) - CD Minha Festinha

Tom: C

C
Atirei o pau no gato-to
Dm   G7
Mas o gato-to
C      C7
Não morreu-reu-reu
F     F#º
Dona Chica-ca
C
Admirou-se-se
G7
Do berro
C
Do berro que o gato deu:

Miau!

Araruna

Araruna  (cantiga infantil) - CD Brinquedo (Edinho Paraguassu)

As crianças cantam, em roda:

Eu tenho meu pássaro preto, araruna }
Que me veio do Pará, araruna } bis

Chó! Chó! Chó! Araruna }
Não deixa ninguém te pegar, araruna } bis

No tempo de minha mãe menina, cantava-se a ronda improvisando versos assim:

Eu tenho minha negra preta, araruna
Que me veio do Pará, araruna, etc.

(Informante: Emília Melo. Natal, RN, 16 de abril de 1947)



Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

Bom dia, meus sinhorinhos

Bom dia, meus sinhorinhos (cantiga infantil) - Som midi - Rondas Infantis - Jangada Brasil

É uma fileira de meninas, com uma defronte. Canta esta sozinha:

Bom dia meus sinhorinhos }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

As meninas respondem:

O que é que vós quereis }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

A menina:

Quero uma das vossas filhas }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

Todas:

Escolhei a qual quereis }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

A menina:

Quero a menina Fulana }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

A escolhida passa para a ponta da fila e as outras cantam:

Que ofício dás a ela }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

A menina sozinha:

Dou o ofício de ser pianista }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

Se as meninas se agradam do ofício. cantam:

Este oficio já me agrada }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

Se não se agradam, cantam assim:

Este ofício não me agrada }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

Para terminar, fazem a roda e todas cantam, pulando:

Fazemos a festa juntas }
Mande ô tire ô tire ô lá } bis

Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 15 de abril de 1947.



Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

Bom barquinho

Bom barquinho (cantiga infantil) - Som midi - Rondas Infantis - Jangada Brasil 2002

É uma fila de meninas, uma atrás da outra, com as mãos nos ombros da seguinte. A certa distância, ficam duas outras, formando um arco com os braços. Estas duas crianças representam o céu e o inferno, mas estes nomes são substituídos por duas frutas convencionadas, como por exemplo, maçã e pera.

As crianças da fila cantam:

Bom barquinho
Bom barquinho

Deixarás passar
Carregados de filhinhos
Para ajudar a criar

Cantam este versinho até chegar perto das duas meninas que formam o arco. Aí, param. A criança da frente vem de mãos dadas com uma maior ou mais velha, que representa a mãe. Esta última canta:

Eu peço, meu bom barquinho
Licença para passar
Qu'eu tenho muitos filhinhos
Não posso mais demorar

As duas meninas que formam o arco, respondem, cantando:

Passarás, passarás
Que algum deles há de ficar
Se não for o da frente
Há de ser o de detrás

Aqui passam todas sob o arco, ficando presa sempre a última. Perguntam a ela se quer maçã ou pera e, conforme a resposta, irá para trás da menina que representa a fruta mencionada, que será inferno ou céu. E assim por diante, até ficar no arco a última criança, que é a mãe.

Então, as que estão no inferno (só depois de passar a última pelo arco é que se diz qual a fruta que representa inferno ou céu), começam a fazer caretas para as que estão no céu. A menina do céu que achar graça nas caretas, passa imediatamente para o inferno. Finalmente, as que estão no inferno formam alas e as do céu marcam carreira e passam pelo meio delas em toda velocidade. Nesta ocasião, as do inferno metem a mão nas que estão passando. Terminado o batismo de tapas, entre gritos e até choros, volta-se ao começo (Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 15 de abril de 1947).



Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

Anda à roda

Anda à roda (cantiga infantil) - CD 100 Cantigas e Parlendas do Folclore Brasileiro - Alegria, Alegria

É uma roda de crianças e uma no meio. A menina do centro canta:

Anda à roda }
Porque quero }
Porque quero }
Me casar } bis

A roda responde:

Escolhei nesta roda
A quem mais vos agradar,
A quem mais vos agradar.

A criança do meio:

Não me serve, não me agrada,
Só a ti, a ti hei de querer,
Só a ti hei de querer.

A escolhida passa a ser a do centro na vez seguinte. E assim por diante (Informante: Emília Melo. Natal, RN, 16 de abril de 1947).



Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

A moda da garranchinha

A moda da garranchinha  (cantiga infantil) - Folclore

Feita a roda de crianças, de mãos dadas, uma se coloca no centro. Todas cantam:

A moda da garranchinha
É moda particular;
Quem põe o joelho em terra,
Não pode se levantar
.

Quando dizem - quem põe o joelho em terra - todas se ajoelham e se levantam ao mesmo tempo. A roda continua cantando:

Fulana levanta a saia,
Fulana levanta o braço;
Fulana tem dó de mim,
Fulana dai-me um abraço

Ao dizerem - fulana levanta a saia - a menina do centro suspende as pontas do vestido. Depois, acompanhando a letra, levanta os braços e por fim dá um abraço na criança que deseja e esta passa então a ser a menina do meio na roda, na vez seguinte (Informante: Dulce Caldas. Natal, RN, 14 de abril de 1947).



Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

A margarida

A margarida (cantiga infantil) - CD 26 Cantigas de Roda

Uma menina da saia larga e as outras pegando na barra do vestido dela, formando uma roda. Do lado de fora uma outra garota, volteando e cantando:

Onde está a Margarida,
Ô lê ô lê ô lá;
Onde está a Margarida

Ô lê, seus cavalheiros.

Respondem as da roda:

Ela está em seu castelo.
Ô lê ô lê ô lá
Ela está em seu castelo,
Ô lê, seus cavalheiros.

A menina do lado de fora:

Mas eu queria vê-la.
Ô lê ô lê ô lá;
Mas eu queria vê-la,
Ô lê, seus cavalheiros.

A roda:

Mas o muro é muito alto,
Ô lê ô lê ô 1á
Mas o muro é muito alto,
Ô lê, seus cavalheiros.

A menina de fora, da roda, tira uma outra e canta:

Tirando uma pedra,
Ô lê ô lê ô lá;
Tirando uma pedra.
Ô lê, seus cavalheiros.

A roda:

Uma pedra não faz falta
Ô lê ô lê ô lá
Uma pedra não faz falta.
Ô lê, seus cavalheiros.

A menina de fora tira uma por uma da roda, só deixando mesmo a Margarida. À medida que vão saindo, as que continuam na roda, cantam: Uma pedra não faz falta, duas pedras não faz falta, três pedras, etc. até sair a última. Nesta ocasião, cantam todas:

Apareceu a Margarida
Ô lê o lê ô lá
Apareceu a Margarida
Ô lê, seus cavalheiros.

Se querem brincar de novo, repetem os mesmos versos (Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 14 de abril de 1947).



Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

A aula de piano

A aula de piano (infantil) - Vinícius de Moraes/Toquinho - LP A Arca de Noé - 1980

Tom: G

G                   D7
Depois do almoço na sala vazia
C       C#°     G
A mãe subia pra se recostar
D7
E no passado que a sala escondia
G
A menininha ficava a esperar
B7
O professor de piano chegar
E7             Am
E começava uma nova lição
C     C#°    G/D     E7
E a menininha, tão bonitinha
Am       D7   Dm7         G7
Enchia a casa feito um clarim
C       C#°    G/D     E7
Abria o peito, mandava brasa
Am     D7     G
E solfejava assim

Ai, ai, ai
D7               G
Lá, sol, fá, mi, ré
D7
Tira a mão daí
G
Dó, dó, ré, dó, si
G7         C
Aqui não dá pé
C#°         G
Mi, mi, fá, mi, ré
E7          Am
E a agora o sol, fá
D7     G      D7
Pra lição acabar
G                     D7
Diz o refrão quem não chora não mama
C        C#°       G
Veio o sucesso e a consagração
D7
E finalmente deitaram na fama
G
Tendo atingido a total perfeição
B7
Nunca se viu tanta variedade
E7                  Am
A quatro mãos em concertos de amor
C         C#°   G/D       E7
Mas na verdade, tinham saudade
Am         D7  Dm7       G7
De quando ele era seu professor
C        C#° G/D      E7
E quando ela menina e bela
Am      D7   G
Abria o berrador

A porta

A porta (infantil) - Vinícius de Moraes/Toquinho - LP A Arca de Noé - 1980

Tom: E

E6    Am6  E6
Sou feita de madeira
E/G#     Gm6/5+ F#m7   C#7
Madeira, matéria  morta
F#m  C#7     F#m
Não há   nada no mundo
F#7             C7/5- B7/5+
Mais viva do que uma por...ta
E6   Am6   E6
Eu abro devagarinho
Bm7  E7    A
Pra passar  o menininho
Am6             G#m   C#7
Eu abro bem com cuidado
F#7/9     F#m    B7
Pra passar o namorado
E7/4           E7
Eu abro bem prazenteira
A6        D#m7/5-   G#7
Pra passar a cozinheira
C#m         F#7
Eu abro de sopetão
C#m   F#7/9 F#m   B7
Pra passar   o capitão
E6      Am6       E6
Eu fecho a frente da casa
Bm7    E7        A6
Fecho a fren...te do quartel
Bbm7/5- Am6     E/G#    C#m7
||: Fecho   tudo no mun.....do
F#7/9 B7       E7
Só vivo aberta no céu! :||

O peru

O Peru (infantil) - Paulo Soledade/Toquinho/Vinícius de Moraes - LP A Arca de Noé 2 - 1981

Abram alas pro peru!
Glu! Glu! Glu!
Abram alas pro peru!
O peru foi a passeio
Pensando que era pavão
Tico-tico riu-se tanto
Que morreu de congestão

O peru dança de roda
Numa roda de carvão
Quando acaba fica tonto
De quase cair no chão

Glu! Glu! Glu!
Abram alas pro peru!
Glu! Glu! Glu!
Abram alas pro peru!

O peru se viu um dia
Nas águas do ribeirão
Foi-se olhando, foi dizendo
Que beleza de pavão

Foi dormir e teve um sonho
Logo que o sol se escondeu
Que sua cauda tinha cores
Como a desse amigo seu


As abelhas

As abelhas (infantil) - Vinícius de Moraes/Bacalov - LP A Arca de Noé - 1980

Tom: A

A           E
A abelha mestra
A
E as abelhinhas
E
Estão todas prontinhas
A
Pra ir para a festa.
E
Num zune que zune
A
Lá vão pro jardim
E
Brincar com a cravina
A
Valsar com o jasmim.
E
Da rosa pro cravo
A
Do cravo pra rosa
E
Da rosa pro favo
A
E de volta pra rosa.
D                   A
||: Venham ver como dão mel
E         A
As abelhas do céu :||
E
A abelha rainha
A
Está sempre cansada
E
Engorda a pancinha
A
E não faz mais nada
E
Num zune que zune
A
Lá vão pro jardim
E
Brincar com a cravina
A
Valsar com o jasmim.
E
Da rosa pro cravo
A
Do cravo pra rosa
E
Da rosa pro favo
A
E de volta pra rosa.
D                   A
||: Venham ver como dão mel
E         A
As abelhas do céu :||

A pulga

A pulga  (infantil) - Vinícius de Moraes - LP A Arca de Noé - 1980

Tom: D

D   A     D
Um, dois, três
A              D7
Quatro, cinco, seis
G             D
Com mais um pulinho
E           A7
Estou na perna do freguês
D   A     D
Um, dois, três
A              D7
Quatro, cinco, seis
G        D
Com mais uma mordidinha
E           A7
Coitadinho do freguês
D   A     D
Um, dois, três
A              D7
Quatro, cinco, seis
G           D
Tô de barriguinha cheia
E        A7   D
Tchau, Good bye, Auf Wedersehen

Eu fui no Tororó

Eu fui no Tororó  (cantiga infantil) - LP Cantigas de Roda: Trio Madrigal e Trio Melodia - 1944/1948

Tom: C

G7         C        A7          Dm
Eu fui no Tororó beber água e não achei,
G7           G7/5+     C
Achei bela morena, que no Tororó deixei
A7          Dm
Aproveite, minha gente, que uma noite não é nada
G7         G7/5+      C
Se não dormir agora, dormirá de madrugada

Em Ebm  Dm*        G7*    C
Oh, Dona Ma...ria, oh, Maria....zinha
Am    Dm         G7   C
Entrará na roda e ficará sozinha
Em Ebm Dm*           G7   C
- Sozinha eu não fico, nem hei de ficar
Am    Dm         G7      C
Porque tenho Chico para ser meu par

Escravos de Jó

Escravos de Jó (cantiga infantil) - CD Minha Festinha

Tom :A

A    Bm E      A
Escravos de Jó
Bm    E    A
Jogavam caxangá

Tira, bota,
E    A
Deixa o zambelê ficar
Bm     E       A
Guerreiros com guerreiros
Bm    E     A
Fazem zigue-zigue-zá

É uma roda de crianças, todas sentadas no chão. Cada uma tem uma pedra na mão, que vão passando de mão, no ritmo da cantiga:

Escravos de Jó
Jogaram caxangá

Bota, tira }
Gabelê-ê-já } bis

Guerreiros com guerreiros }
Zigue, zigue, zigue, zá }
bis

Quando cantam — zigue, zigue, zigue — ficam com a pedra na mão, mexendo o braço pra lá e pra cá. Ao pronunciarem a sílaba zá, entregam a pedra à menina que está junto (Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 18 de abril de 1947).



Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

Ai, eu entrei na roda

Ai, eu entrei na roda  (cantiga infantil) - CD Músicas Folclórias Brasileiras

Refrão - Ai, eu entrei na roda
Ai, eu não sei como se dança
Ai, eu entrei na “rodadança”
Ai, eu não sei dançar

Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um
Tenho sete namorados só posso casar com um

Namorei um garotinho do colégio militar
O diabo do garoto, só queria me beijar

Todo mundo se admira da macaca fazer renda
Eu já vi uma perua ser caixeira de uma venda

Lá vai uma, lá vão duas, lá vão três pela terceira
Lá se vai o meu benzinho, no vapor da cachoeira

Essa noite tive um sonho que chupava picolé
Acordei de madrugada, chupando dedo do pé


A gatinha parda

A gatinha parda (cantiga infantil) - Som midi - Rondas Infantis - Jangada Brasil 2002

É uma roda de crianças, com uma no centro, de cócoras e olhos fechados, que é a gatinha. Cantam as da roda:

A minha gatinha parda,
Que em Janeiro me fugiu
Onde está minha gatinha,
Você sabe, você sabe, você viu ?

Depois, todas as meninas ficam de cócoras. A gatinha, ainda de cócoras, procura ticar na garota mais próxima, que deve miar, quando alcançada, para ver se a gatinha a conhece pelo miado. Se adivinhar será a gatinha seguinte (Noemi Noronha - Natal-RN, 11 de abril de 1947).

Eu não vi sua gatinha,
Mas ouvi o seu miau
Quem roubou sua gatinha
Foi a bruxa, foi a bruxa pica-pau



Fonte: Rondas Infantis - Jangada Brasil 2002.

A barata diz que tem

A Barata Diz Que Tem (cantiga infantil) - CD Cantigas de Roda: Palavra Cantada - 1998

D                        A7          D
A Barata diz que tem sete saias de filó
G                             D
É mentira da barata, ela tem é uma só
A7                 D
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só !

A7           D
A Barata diz que tem um sapato de veludo
G                             D
É mentira da barata, o pé dela é cabeludo
A7                  D
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é cabeludo !

A Barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim

A Barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem é casca dura
Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura

A Barata diz que tem o cabelo cacheado
É mentira da barata, ela tem coco raspado
Ah ra ra, ia ro ró, ela tem coco raspado

Nesta rua

Nesta Rua (cantiga infantil) - LP Cantigas de Roda: Trio Madrigal e Trio Melodia - 1944/1948

Tom :Am

Am                     E
Nesta rua, nesta rua tem um bosque 
E7         Am 
Que se chama que se chama solidão
A7           Dm
Dentro dele dentro dele mora um anjo,
Am         E             Am
Que roubou que roubou meu coração.

Am                       E
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
E7              Am
Tu roubaste tu roubaste o meu também
A7         Dm
Se eu roubei se eu roubei teu coração
Am      E            Am
É porque é porque te quero bem.

Am                    E
Se esta rua, se esta rua fosse minha
E7         Am 
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
A7            Dm
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Am           E          Am
Para o meu, para o meu amor passar.

O pato

O Pato (infantil) - LP A Arca de Noé - 1980
Tom: A

A
Lá vem o pato
E            A   E  A
Pata aqui, pata acolá

Lá vem o pato
E               A
Para ver o que é que há

E
O pato pateta
A
Pintou o caneco
E
Surrou a galinha
A
Bateu no marreco
A7       D
Pulou do poleiro
A
No pé do cavalo
Bm
Levou um coice
E
Criou um galo

Comeu um pedaço
A
De jenipapo
E
Ficou engasgado
A
Com dor no papo
A7    D
Caiu no poço
A
Quebrou a tigela
E
Tantas fez o moço
A
Que foi pra panela.
D     Dm    A           Bm    E     A
| . . | . . | . . | . . | . . | . . | . . ||